Pois bem, todas as mães que se posicionavam contrárias eram mulheres que tiveram seus filhos saudáveis. Muito bem fundamentadas no senso comum, diga-se de passagem.
Muitas médicas obtetras também eram contrárias e argumentavam:
1 - que se a gestação era não era de risco o exame se torna desnecessário.
No meu caso: Doenças maternas crônicas, uso de medicamentos, exposição materna a agentes teratogênicos. Mesmo assim minha GO achou desnecessário o exame. Eu soube que existia esse exame porque sou curiosa, pedi para a médica solicitá-lo e ela me convenceu que não havia necessidade. Porém a maioria das gestantes, sequer sabem que ele existe.
Se a técnologia estar batendo a nossa porta e avançando a cada dia, porque não usufruir dela???
2 - que esse exame só serve (quando não há alteração nos exames de rotina) para deixar a mãe estressada.
Não stresse maior que não saber o que se passa com seu bebê, mesmo estando ele na barriga ainda. Melhor esperar nosso filho com a certeza de que está tudo bem. Mesmo assim... A Ana tinha 3 defeitos graves no coração e não foram notadas alterações nos exames de rotina (ultra som pélvica e morfológica desde a 28 semana). 3 - que não é um exame preventivo, por tanto, mesmo que o feto tenha algum problema cardiaco, fazer ou não o exame, não mudaria em nada.
Ah! Concerteza. Uma vez diagnósticado algum defeito no coração, o exame não evita que o problema persista. Mas que faz diferença, isso faz. ''Caí de para-quedas'' no mundo da cardiopatia congênita depois que a Ana nasceu. Não estarmos ''preparados'' para receber um bebê cardiopata poderia ter levado a Ana Rosa a morte. Não sabíamos o que fazer, pra onde ir, o que nos esperava... Fico com as pernas trêmulas só de pensar que ela poderia ter morrido por falta de UTI neo natal, por falta de uma equipe preparada para recebê-la e operá-la, se fosse preciso... E fico P*** da vida ao lembrar que insisti com a médica para fazer o ecofetal e ela não achou necessário. Depois dizem que intuição de mãe é bobagem!!!4 - que o exame causa gastos desnecessários ao governo, pais, ou convênios médicos.
Isso sim, esclarece os motivos pelos quais esse exame não é divulgado amplamente, não faz parte da lista de exames obrigatórios, não é indicado onde não há risco eminente de alterações cardíacas. Tudo no fim das contas se resume a dinheiro. Um problema cardíaco em um bebê não diagnósticado precocemente pode levá-lo a risco de morte ou até a óbito.
O Ecocardiograma fetal detecta os mínimos detalhes no coração do bebê em gestantes com bastante antecedência do parto. Pode ser feito a partir do 4º mês de gravidez e detecta com precisão malformações do coração, bem como alterações em seu ritmo. Não é um exame invasivo, portanto seguro para a mãe e para o feto.
Sou a favor de que o ecocardiograma fetal faça parte dos exames de rotina no pré natal. Já que existem muitas mulheres saúdáveis, que jamais usaram drogas ilicitas ou lícitas, que não tem histórico de cardiopatia na família, que tiveram filhos cardiopatas.
Já que, por experiência própria, sei que nem sempre o US morfológico pode apresentar alterações, mesmo o feto tendo defeitos cardíacos.




